domingo, 7 de fevereiro de 2010

Metamorforse



"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."


(Rubem Alves)



Porque renascer e preciso e se reinventar e a medida da sobrevivencia!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Porque sonhos sao apenas o que sao

O nome ja diz tudo: sonhos nao sao realidade. Eles sao feitos de flocos de neve, de pele fria que merece ser aquecida, de sorrisos que nao buscam porques, de olhares que apagam todos os outros. A certeza ingenua e a confianca cega. A determinacao em nao buscar explicacoes nem logica. Disso sao feitos os sonhos. A realidade e aquela estrada torta e lamacenta que a gente um dia tem que pegar, mas so ate chegar ao proximo sonho. No final das contas, a realidade sempre espera pela gente e, ao contrario do que te ensinaram na escola, os sonhos nao servem para moldar a realidade: eles sao apenas um necessario intervalo no meio da estrada.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

LAVOU TA NOVO

Ela sempre soube que havia algo a ser descoberto. Mesmo que nao conseguisse colocar em palavras, nomear cada sentimento e reconhece-lo como tal, ela sabia que cedo ou tarde teria que abrir a porta e deixar o que quer que estivesse la fora entrar. Sua mao pequena, de dedos finos, quase nao conseguiu puxar a macaneta gelada da porta que tinha o exato peso de sua alma mais 21 gramas. A porta bateu com forca em sua canela (bem no ossinho gostoso), trazendo dor e alivio - o alivio de que afinal ela agora doia: aquela perna que estava ha tempos dormente parecia enfim ter vida. Uma enxurrada entrou casa a dentro: lixo, lama, pedacos de moveis e vida, a medida do Bonfim, o Neruda, lagrimas, fotos e sorrisos distantes. E a lama se fez agua, que limpou casa adentro, alma adentro. Corpo dolorido, perna machucada, alma limpa e lavada. Sorriso de propaganda de sabao Omo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

EU SOU EU E BOI NUM LAMBE!

"Se voce pensa que vai fazer de mim
O que faz com todo mundo que te ama..."




sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pre departure Tension

Aaaaaaahhhh! Só porque eu nunca mais apareci aqui não quer dizer que eu nunca mais poderia aparecer, não é mesmo? SURPRESA: TÔ DE VOLTA! E eu, que adoro supresas (tem gente que não gosta, sabia?), nem sei bem porque mesmo estou aqui de volta. Mas ultimamente minha cabeça balança entre o Haiti (por que, por que, por que justo lá???), minha viagem ao Japão (por que, por que, por que não me aquieto?) e a certeza cada vez mais sólida de que eu seria mais feliz se fosse menos perceptiva. Ai, esse tal de sexto sentido é a sacanagem suprema com as mulheres (depois da cólicas menstruais, claro!). Não que eu não queira ir. Não que eu não vá aproveitar cada segundo. Não que eu não me sinta incrivelmente estimulada em passar 50 dias fazendo o que mais gosto, que é estudar. Mas... tem um grilinho sussurrando em meu ouvido a cada minuto e meio, me informando com certeza absoluta que as coisas não serão tão boas assim. Há um grilo que me lembra que Osaka não é Okinawa, que 2010 não é 2001 e que, bem, convenhamos, não serei tão feliz quanto fui no idílico verão eterno de Urasoe. Mas não sou de me acovardar. E aviões vão e vem, como eu bem aprendi anos atrás. Então segunda-feira afivelo a mala, beijo os filhotes, e embarco. E tenho dito!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nostalgia

Porque hoje acordei com uma estrela cadente em meu travesseiro. Susto ao acordar, como em todos os dias (dormir é uma pequena morte), e meio às pressas meio com preguiça, catei meus caquinhos sonolentos rumo ao banheiro. Enquanto escovo os dentes ,as imagens ainda desconexas do sonho começam a se encaixar, como um quebra-cabeças. "Nada pode ser mais traiçoeiro que os sonhos", penso entre o gostos de Kolynos e o sabor daquele beijo sob um céu brilhante.
A vida segue igual a todo dia. Trabalho, sorrisos, amor. Feijão com arroz bem temperado. E no fundo, na base de tudo, uma certeza que sempre esteve lá: o amor não morre, não diminui, não se transforma. Sublime em sua essência ele permanece lá. Você não está nem jamais estará. Mas o melhor mora por aqui. E quem sabe amanhã essa estrela cadente pode aparecer de novo, acordando em mim a certeza de que vale sempre a pena amar.

domingo, 16 de agosto de 2009

Hoje é domingo, pede cachimbo...

Nunca gostei de domingos. Menos ainda que da tão mal-afamada segunda-feira. Domingo não é dia de preguiça, mas de tédio. Não é dia de descanso, mas de falta do que fazer. A segunda, por mais que seja o dia oficial da ressaca, é também o dia de ligar a chave da normalidade de novo, de voltar ao trabalho, de se sentir produtiva. O domingo é o dia em que tudo parece parar, embriagado pela monotonia e calor. Na segunda-feira, parece que uma fada balança sua varinha e todos os carros voltam às ruas, com seus estressados e atrasados ocupantes xingando uns aos outros nos cruzamentos.
Com o passar dos anos, venho aprendendo a não detestar os domingos com tanta intensidade. Procura ocupá-lo de várias formas, tento enxergá-lo como um novo sábado, crio artifícios diversos para enganar a mim mesma.
Quanto à segunda-feira, continua sendo meu dia preferido da semana. Tão ocupados que todos estão em odiá-la, nem percebem que o primeiro dia útil da semana é um primeiro de dezembro a cada sete dias. É sempre a sensação de recomeço, de que agora tudo será melhor, de que eu conseguirei terminar todas as minhas obrigações até sexta e nada vai atrapalhar meu final de semana, de que essa semana não vou me atrasar, nem reclamar com o porteiro, nem me chatear com o xixi do cachorro...
A segunda-feira, injustamente odiada, é a chance de se reinventar toda semana. Mas a maioria de nós prefere continuar igualzinho ao que era no modorrento domingo.