na calada em silêncio
grandes lábios
se abrem em sim
Alice Ruiz
Repositório de pequenos sonhos, epifanias e certezas transitórias. Espaço de despejo do excesso que pesa na alma. Lugar de ser pequena quando tudo fora é grande demais.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Bate papo literário
Sabe que mãe adoooora falar sobre seus filhotinhos, né? Pois hoje à noite Elizângela Carvalho, Josélia Neves e essa blogueira que vos fala estaremos conversando sobre nosso filhote, o livro M³ - Mulher, Mãe, Moderna. Vai ser a partir das 19:30h, na Praça de Eventos do Teresina Shooping. Vai lá, gente! Vamo bater papo, vamo?
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Time completo
Pois num é que quando a gente nem pensava mais que o dream team fosse viajar completo pra Buenos Aires, o imprevisto aconteceu e a Danda vai também? Eu disse - ninguém sabe o que o calado quer! Então vai ser assim: lançamento portenho do livro M³ - Mulher, Mãe, Moderna na Fundación Centro de Estudos Brasileiros, comigo, Danda e Grosélia. Coisa boa é surpresa boa! E manda as ruins pra puta que pariu!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
diz aí
Eu só queria dizer que às vezes eu fico sem palavras. E que esse emudecer é uma das coisas mais lindas que podem me acontecer. É só que eu - verborrágica antes mesmo de aprender a falar - fico assim perplexa de não conseguir me articular. E adoro essa falta do verbo, esse embaraço raro, esse não saber onde pôr as mãos (no bolso? no cigarro? na bolsa? cadê meu celular?). Sou eu mesma? E que bom se não for, né não? E melhor ainda se for mais ainda de mim nascendo.
domingo, 3 de outubro de 2010
Apurando
Pra me despedir do apartamento: amigos, violão, tacos, cantoria. Pra não dormir, boa companhia. Pra acordar, bom dia. Pra espantar o cansaço de um noite pouco dormida, sorriso de orelha a orelha. Pra almoçar, macarronada improvisada. Pra votar, papito. Pra boca de urna, picorruchos. Pro calor da sessão eleitoral, encontro. Pra estressar, apuração pela internet. Pra não conseguir acompanhar os resultados, Divulga 2010. Pra domar a tensão, escrita. Pra não roer as unhas, dedos ocupados no teclado.
sábado, 2 de outubro de 2010
Ela disse e eu queria ter dito
Na verdade a única coisa que estou sempre esperando e querendo é ir embora. De todos os lugares, de todas as pessoas. Eu não estou esperando nada a não ser o tempo todo sair de onde eu estou.
Foi a Tati Bernardi que disse, mas bem que poderia ter sido eu.
Foi a Tati Bernardi que disse, mas bem que poderia ter sido eu.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Desidratando
Pois pronto, agora vou confessar: sou uma chorona convicta. Ou melhor, tornei-me uma adepta das lágrimas: pra desaguar a tristeza, pra comemorar a felicidade, pra celebrar a beleza. De uns tempos pra cá venho chorando por tudo. Mas acho que hoje bati meu próprio recorde. Passei o dia pensando na colação de grau dos meus alunos que aconteceria à noite. Por dois motivos essa colação vinha mexendo comigo: por ter sido uma das professoras escolhidas para serem homenageadas pela turma (isso SEMPRE me emociona), e também por causa de uma menina que eu adoro, minha orientanda linda, que vem passando por uns percalços sem baixar a cabeça, de um jeito que eu nem sei se eu saberia ensiná-la, mas que ela jura que aprendeu comigo.
À tarde eu estava fazendo as unhas no salão e uma dessas criaturas ultra-comunicativas que habitam esse tipo de ambiente começou a conversar comigo e a perguntar aonde eu iria à noite. Eu tentei três vezes dizer que ia a uma colação, mas toda vez minha voz embargava no meio da frase. Eu sei, eu não sou normal. E nem é TPM.
Á noite fui pra tal da colação. Ainda bem que não sei me maquiar mesmo porque senão teria estragado todo o trabalho: chorei baldes e baldes durante o discurso da minha orientanda. Fui embora leve e feliz. A caminho de casa, começa a tocar "Wonderwall" do Oasis, e eu cantei e chorei, achando tão linda essa música que eu escolhi pra ser minha anos atrás, embalada por sentimentos que nem sequer existem mais. Outra música começa a tocar e meu celular dispara a tocar também. Um amigo me liga contando que tinha acabado de ler um livro que eu tinha comentado, e que, sim, eu deveria ter escrito tudo aquilo. Tá bom, é sempre possível exercitar os dutos lacrimais mais um pouco. "O que aconteceu? Por que diabo tu tá chorando, criatura?" Nada aconteceu, querido. É só que quando a beleza invade minha vida assim eu fico assustada.
Isso devia ser o suficiente pra um dia, né? Mas quando eu chego em casa, encontro um e-mail da amiga dominicana que não vejo há quase uma década e com quem sonhei essa semana. "Puta que pariu, essa saudade eu tinha guardado em alguma gaveta! Não basta as que eu sinto diariamente?" E haja lágrimas pra ler seu longo e significativo e-mail, pra lembrar nossas conversas no banquinho da OIC, pra visualizar direitinho seus gestos estúpidos quando reclamava da minha dureza. Ah, se ela soubesse o quanto amoleci de dez anos, dez meses pra cá... Amadurecer deve ser isso, né?
À tarde eu estava fazendo as unhas no salão e uma dessas criaturas ultra-comunicativas que habitam esse tipo de ambiente começou a conversar comigo e a perguntar aonde eu iria à noite. Eu tentei três vezes dizer que ia a uma colação, mas toda vez minha voz embargava no meio da frase. Eu sei, eu não sou normal. E nem é TPM.
Á noite fui pra tal da colação. Ainda bem que não sei me maquiar mesmo porque senão teria estragado todo o trabalho: chorei baldes e baldes durante o discurso da minha orientanda. Fui embora leve e feliz. A caminho de casa, começa a tocar "Wonderwall" do Oasis, e eu cantei e chorei, achando tão linda essa música que eu escolhi pra ser minha anos atrás, embalada por sentimentos que nem sequer existem mais. Outra música começa a tocar e meu celular dispara a tocar também. Um amigo me liga contando que tinha acabado de ler um livro que eu tinha comentado, e que, sim, eu deveria ter escrito tudo aquilo. Tá bom, é sempre possível exercitar os dutos lacrimais mais um pouco. "O que aconteceu? Por que diabo tu tá chorando, criatura?" Nada aconteceu, querido. É só que quando a beleza invade minha vida assim eu fico assustada.
Isso devia ser o suficiente pra um dia, né? Mas quando eu chego em casa, encontro um e-mail da amiga dominicana que não vejo há quase uma década e com quem sonhei essa semana. "Puta que pariu, essa saudade eu tinha guardado em alguma gaveta! Não basta as que eu sinto diariamente?" E haja lágrimas pra ler seu longo e significativo e-mail, pra lembrar nossas conversas no banquinho da OIC, pra visualizar direitinho seus gestos estúpidos quando reclamava da minha dureza. Ah, se ela soubesse o quanto amoleci de dez anos, dez meses pra cá... Amadurecer deve ser isso, né?
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