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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aviso aos navegantes

O blogger deu pau um dia desses e sumiu com alguns comentários do post anterior que já haviam sido aceitos e publicados. Lamento e peço desculpas aos autores.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Zé Luiz e suas pequenas epifanias

Zé Luiz, sete anos, bate insistente na porta do meu quarto, depois do almoço:
- Abre a porta, mãe. Quero falar contigo!
- Já vai, filho. Tô no banheiro.
Abro a porta e ele olha pra mim com uma cara de urgência que achei que alguma grande desgraça tivesse acontecido, como o campo de futebol ter sido bombardeado por extra-terrestres ou algo do tipo.
- Mãe, se eu soubesse falar só inglês desde pequenininho, sabe? Se eu só falasse inglês... eu ia aprender português só pra falar contigo.
- ...

Tão pequeno já entendeu que o amor é a busca de um código comum.
(O moleque só esqueceu que eu sou professora de inglês desde os 16 anos de idade!)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Dias frenéticos

"A fibra tropeça no muro


força a costura na prática

alinhava a próxima esteira.

Viver exige esforço

prematuro

e sangue quente

de guerreiro".

Simone Aver

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você tem medo de dizer eu te amo?

Eu já disse em algum lugar - num post, num texto pro jornal, num e-mail qualquer, ou em algum desses lugares onde eu despejo minhas palavras - que é o amor que dá sentido às nossas vidas. O amor ao que a gente faz, aos filhos, aos amigos, à família. O amor pela pessoa que merece nosso primeiro pensamento ao acordar, e nosso primeiro telefonema depois que aquela entrevista de emprego deu certo. O amor pela gente mesmo também. Sei o quão cafona, antiquado e piegas isso parece. Mas eu - que sempre fui tão precoce pra tudo - precisei de trinta e três anos pra entender. O Tah Hon Ming aprendeu bem mais cedo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Me guardando pra quando o carnaval chegar

Era de Mulher Elástica a fantasia que eu queria. A princípio era com ela que eu queria desfilar minha alegria pela Praça da Liberdade. Junto com os pequenos, pensei em montar uma nova Liga da Justiça, com direito a uns heróis esdrúxulos de nomes esquisitos e com mais efeitos especiais que super poderes.
Depois eu quis ser a She-ra. Porque ela mora no castelo de Cristal e anda num cavalo alado. E eu adoro cavalos, mesmo aqueles comunzinhos que não voam. Eu quis também ser gueixa, e somente servir, e sorrir tímida e brincar de obedecer, e sempre obedecer. Depois eu não quis nada disso - só mesmo a liberdade da praça, a chuva que sempre cai, o sorriso que nem me obedece mais.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Só pra dar satisfação

Sim, eu desapareci daqui. Prometi manter o ritmo mas não consegui. É que meu ritmo interno também mudou, e a necessidade de me gritar, escancarar, rasgar diminuiu. Não, não passou totalmente, senão nem seria eu. Mas ando mais calma que de costume - calma no meu próprio dicionário, segundo minha definição de calmaria, que passa longe da apatia, da monotonia, daquela "paz que eu não quero sentir", como na música do Rappa. Ando menos eufórica, menos ansiosa, mais tranquila um pouco. Sinto borboletas no estômago, mas elas não me causam ânsia de vômito. Sinto palpitações às vezes, mas já sei como acalmar meu coração. E às vezes nem quero acalmá-lo. Ando assim sorrindo abestada á noite, acordando tranquila de manhã cedinho, esquecendo as refeições como sempre, prometendo lutar boxe, jurando que escrevo uma dissertação nos próximos meses. Ando cada vez mais próxima dos amigos e das pessoas que me interessam. E estou um pouquinho mais tolerante com as pessoas das quais não consigo escapar - se é pra conviver, vamos tentar fazê-lo civilizadamente, né? Ando com amnésia seletiva, tentando a todo custo esquecer o que me faz mal, e deixando na mão de quem sabe a resolução de problemas que só me adoeceriam. Pensando bem, parece que eu ando um pouco mais sábia. Maturidade?