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quarta-feira, 6 de maio de 2009

IMPULSIVA

Que curta distância entre o pensar e o falar: mal as sinapses entre os neurônios terminam de acontecer e a língua já teima em despejar seu conteúdo no mundo.
Que mínima distância entre o sentir e o falar: o coração nem bem restituiu seu ritmo e a boca já pulsa e espalha o sangue pelas veias do mundo.
Curtas, mínimas distâncias que contróem muros de concreto.

sábado, 2 de maio de 2009

Livros que marcaram minha infância

Conforme sugestão da Lolinha em seu blog, resolvi falar dos livros que marcaram minha infância. A idéia da Lolinha era que seus leitores deixassem essas informações nos comentários, mas como esse espaço aqui anda às moscas, resolvi transformar a idéia em post.


Um dos primeiros livros que tenho lembrança é "O menino maluquinho", do Ziraldo. Ainda tenho em casa a edição antiga, com meu nome escrito com uma letrinha de criança recém-alfabetizada. Eu adorava a liberdade do Menino Maluquinho, que parecia não receber nenhum tipo de sanção por parte dos adultos. Ao que parece, eles entendiam que as crianças felizes eram assim.


Outro livro que marcou minha infância foi "A curiosidade premiada", de Fernanda Lopes de Almeida e Alcy Linares. Minha tia Rita morava numa casa perto da casa da minha avó Lourdes, onde eu passava grande parte do tempo quando era criança. E volta e meia eu ia pra casa da tia Rita e fica lendo e relendo aquele livro, encantada com o fato de que ser "perguntadeira" podia ser uma coisa boa e não mera chatice. Em um aniversário meu, tia Rita me deu esse livro de presente e ele é, até hoje, um dos meus bens mais preciosos.


Também foi tia Rita quem me deu dois livros que me marcaram muito quando eu era criança: "A centopéia e seus sapatinhos" e "Ah! Cambaxira, se eu pudesse...". Na verdade, o que esses livros têm de especial pra mim é que eles me acompanharam em um período em que eu estava doente, com um furúnculo no joelho que não me deixava andar e doía pra dedéu. Não sei quanto tempo isso durou, mas pra percepção de tempo de uma criança, foram séculos. Lembro que a tia Rita chegou pra me visitar com os livros embaixo do braço e eu passei dias lendo e relendo as histórias.


Eu também adorava um livro da coleção Gato e Rato chamado Tuca, Vovó e Guto. Acho que devia ser porque sempre adorei histórias com vovós.


Falando em vovó, na casa da minha tinha um exemplar do livro "Chapeuzinho Amarelo", do Chico Buarque (ele mesmo!). O livro era da tia Vera, minha madrinha, e ela gostava de ler pra mim. Quando eu finalmente aprendi a ler, ela me deu de presente. Esse tá na minha estante até hoje, bem velhinho, e meus filhos adoram. Anos depois fiquei sabendo que foi lançada uma nova edição, com ilustrações do Ziraldo. Pensei em comprá-lo mas pra mim a mudança de ilustração (com todo respeito e admiração ao Ziraldo) me pareceu uma intervenção no que já era perfeito.


Minha paixão por literatura infantil não se restringiu à infância. Até hoje curto livros para crianças - e compro não só pelos meus filhos, mas porque gosto mesmo. Já adolescente conheci o livro "Alexander and the terrible, horrible, no good, very bad day", de Judith Viorst. Não consegui descobrir nenhuma versão do livro em português, infelizmente.

Também já adolescente descobri um autor que me fascinou: Shel Silverstein. Primeiro li seu clássico "The giving tree", que tem versão em português (A árvore generosa). Essa obra é, em tese, um livro infantil, mas na verdade tem uma mensagem bastante adulta. Depois descobri outros títulos dele como "The missing piece" e "Where the sidewalk ends".

Toda seleção é um parto: escolher o que entra na lista dos "mais-mais" significa deixar outros títulos de fora. E isso dói. Mas acho que os livros mencionados fazem jus à tarefa.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Meme

Prima Maklóvia me passou esse meme há meses atrás e eu esqueci de fazer. Agora vai.

Onde está seu celular? Aqui do ladinho, com sempre.

E o namorado? Na varanda ao lado, ouvindo música.

Cor do cabelo? Castanho escuro, natural.

O que mais gosta de fazer? Putz. É só uma coisa?

O que você sonhou na noite passada? Não consigo lembrar.

Onde você está? Em casa, na sala.

Onde você gostaria de estar agora? numa rede na varanda de uma casa de praia.

Onde você gostaria de estar daqui a seis anos? Difícil saber. Não planejo pra tão longe assim, não.

Onde você estava há seis anos? Aqui mesmo. Me formando em Jornalismo. Começando a morar com o Leo.

Onde você estava na noite passada? No aniversário das minhas tias gêmeas.

O que você não é? Calma.

O que você é? Elétrica.

Objeto de desejo? Uma casa ampla e gostosa.

O que vai comprar hoje? A essa hora? Mais nada porque tá tudo fechado.

Qual sua última compra? Revista Bravo.

A última coisa que você fez? Coloquei o Antonio pra dormir.

O que você está usando? Blusa de malha, jeans. Sem sapato.

Na TV? Saia Justa, Desperate Housewives, Greys anatomy.

Seu cachorro? ODEIO cachorro.

Seu computador? Um notebook.

Seu humor? Bom agora, como sempre o é à noite.

Com saudades de alguém? Da mamãe.

Seu carro? Um Palio prata.

Perfume que está usando? Lavanda Johnson - o único que não me faz enjoar.

Última coisa que comeu? Lasanha de carne.

Fome de quê? Paz

Preguiça de… ? Planejar. Muita preguiça.

Próxima coisa que pretende comprar? Um All Star básico.

Seu verão? Praia -qualquer uma.

Ama alguém? Ô!

Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Ontem à noite.

Quando chorou pela última vez? Não lembro e nem quero lembrar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

São Jorge

Porque hoje é o dia dele...



Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge

para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,

tendo mãos não me peguem,

tendo olhos não me vejam,

e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,

facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar,

cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça,

Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino,

protegendo-me em todas as minhas dores e aflições,

e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder,

seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus,

estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas,

defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,

e que debaixo das patas de seu fiel ginete

meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.

Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Down

Todo mundo quer ser melhor, todo dia. Seja no trabalho, seja com a família. Correndo no parque, ou se esbaforindo pela vida. O que a gente quer mesmo é ser melhor. Antes sequer de pensar em ser feliz, a gente quer melhorar, porque alguém disse pra gente que a felicidade vem apenas para os melhores. E quem não quer ser feiz, minha gente? Mas hoje, só hoje, eu queria mesmo era ser só isso aqui, só essa pessoinha na frente do espelho. E mesmo assim ser feliz.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Coisas a perder em 2009

Já estamos no ano de 2009 há quase 11 dias e posso afirmar que o dito cujo (o ano) até que vem me tratanto bem. Entrei o ano exatamente como em todos da minha vida - cercada de pessoas queridas. E vestida de branco. Não, nem sempre entrei o ano vestida de branco, mas confesso que sou um papel de pegar moscas pra superstições: todas grudam em mim. Imagine uma pessoa tão suscetível assim morando no Japão (que tem uma das culturas mais supersticiosas do mundo)? Imagine essa pessoa adotando pra si cada uma das mandingas do lado de lá? Pois essa sou eu.
Nem sei dizer se realmente acredito que terei paz só por vestir branco, ou se terei dinheiro se comer romã, ou se é mesmo problema morar no quarto andar de um edifício. Mas a verdade é que me sinto mal se não tiver um ritual qualquer pra cumprir ou uma regra ilógica para obedecer. E isso não se aplica só ao "reveião": tenho milhares de rituais que insisto em executar só pra me certificar de que tudo correrá bem. Minha irmã psicóloga certamente diagnosticaria isso como um TOC, mas, seja lá o que for, não me causa qualquer desconforto e, pra falar a verdade, até que gosto de ter meus rituais pra seguir. Acho que eles enfeitam a vida cotidiana, dão cor à rotina. Minhas superstições renderiam (e hão de render) um post à parte. O que eu quero mesmo agora é falar sobre 2009.
Quando um ano começa, a gente logo pensa no que quer ganhar. Pois hoje só vou contar o que quero perder. E a lista é grande:
COISAS PARA PERDER EM 2009
1. 5 quilos (preferencialmente na barriga e coxas
2. O medo de dar certo
3. A intolerância que vem crescendo em mim à medidade que os anos passam
4. Metade do volume do meu cabelo
5. Meus 7 graus de miopia (o que é impossível devido ao fato de eu não poder fazer a cirurgia corretiva por uma questão da anatomia do meu olho). Humpf!
6. A ansiedade
7. A confiança extrema em pessoas que não merecem minha confiança
8. A desesperança que sempre aparece às 6 da tarde, nas 24 horas dos domingos e , às vezes, de manhã cedo.
9. A vontade de roer as unhas
10. O pessimismo
11. A auto-sabotagem
12. A falta de confiança
13. O pavio curto
14. A vontade de brigar, sem saber exatamente porquê ou com quem
15. O refluxo
16. O medo do Antonio adoecer de novo
17. O medo de morrer antes de fazer um monte de coisa
Amanhã informo o que eu quero ganhar nesse ano. Acho que nesse caso serei menos pretensiosa.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

PRA DOER O CORAÇÃO

Crianças têm um sensor especial para perceber quando as mães vão entrar no banheiro. Basta fechar a porta que aparece um batendo: "mãiêêêê, eu quero falar com tu! O que tu tá fazendo trancada aí dentro????" Hoje não foi diferente. Entrei pra tomar banho e o Zé Luiz imediatamente começou a bater na porta.
- Mãe, eu quero entrar!
- Mas eu tô tomando banho.
- Mas eu quero tomar banho com tu!
Destranco a porta e ele começa a tomar banho comigo. E a conversar:
- Mãe, eu queria ficar muito tempo com tu.
- Mas a gente ficou muito tempo hoje, não foi?
- Mas eu queria ficar muito tempo com tu todo dia.
- Mas a gente não ficou junto o tempo todo nesse final de semana na praia?
- É, foi mesmo...

Trinta segundos depois:
- Mãe, eu opsso construir tu de madeira?
- Ahn????
- Eu posso contruir uma mãe igual a tu de madeira?
- Pra quê, Zé Luiz?
- Pra ela ficar o tempo todo comigo quando tu for pro trabalho, ora!

Alguém duvida que eu quase morro de chorar de culpa e remorso?