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sábado, 4 de setembro de 2010

Maravilha a girar

Não, ver Jorge Benjor não é suficiente. Não é suficiente ir ao show vê-lo todo de branco, de óculos escuros e esquecendo a simpatia. Foi preciso antes fazer a base na casa da Jana e Tamar. Foi preciso cantar e dançar de testa pro palco, olhando pra cima até o pescoço doer. Foi preciso soletrar cada letra de música, com os lábios e com o corpo, que não conseguia ficar parado. Foi preciso ter muitos amigos por perto. Foi preciso quase perder a voz. Foi preciso euforia. Foi preciso lembrar de como eu gostava de ouvir Alcohol quando era adolescente. Foi preciso ouvir um roteiro de novela de Manoel Carlos, mas com um toque trash de novela mexicana. (É incrível como tem gente que tem o dom de falar as coisas mais absurdas como se pedisse uma coca-cola ao garçon. Realismo fantástico total.) Foi preciso me perder umas dez vezes, e me reencontrar com pessoas queridas em cada uma delas. Foi preciso constatar que era festa do advogado mas o que mais tinha era jornalista (que bom!). Foi preciso ser uma noite saltimbancos. Salve Jorge.
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